quarta-feira, 9 de julho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Arboricultura e a atividade do arborista
Reconhecida mundialmente, a atividade do arborista consiste basicamente em fazer um diagnóstico de todo componente arbóreo e propor soluções; da produção das mudas até a cuidados especiais com árvores antigas. Também, contribui para a adequação dos espaços urbanos para uma melhor acomodação do verde além de ser um amante da natureza.
Esse blog foi criado para disponibilizar informações e atualidades do mercado de cultivo, manutenção e apreciação de árvores além de aproximar e propor discussão para profissionais da área.
Um pouco de teoria...
- Condução de Árvores Ornamentais em Viveiros
Plantas de raiz nua, torrão e em vaso; poda e preparação do sistema radical; estabelecimento do viveiro; influência do solo e do clima na qualidade das plantas; sistema de rega e de drenagem; influência da fertilização na qualidade das plantas; produção de plantas em vaso; propriedades dos substratos; dimensões e forma dos vasos; sistemas de fertirega; espaçamento e tutoragem das plantas.
Poda de formação: a forma das árvores ('standard', 'semi-standard', vaso, guia modificada, formas fastigiadas, formas multitronco, formas pêndula e formas naturais); técnicas de poda adequadas a cada forma específica; influência da poda no crescimento e desenvolvimento da árvore. Poda de manutenção: tipos e funções da poda (limpeza, renovação da copa, cirurgia, rolagem); época da poda; aplicação ao caso das caducifólias, perenifólias e palmeiras; o caso particular da topiaria.
- Efeitos dos Espaços Arborizados nas Cidades
- Fisiologia das Árvores
Implicações ecológicas e fisiológicas da arborescência; a árvore e o Homem; porque plantamos árvores na cidade? Como crescem e funcionam as árvores: como crescem as árvores? De onde vêm os recursos para o crescimento e como se distribuem? Como se forma a copa? Porque há copas diferentes nas árvores? Porque é que as folhas mudam de cor e caiem? Porque é que árvores arruínam os passeios? Como as características ecofisiológicas naturais influenciam o desempenho das árvores no meio urbano? Factores limitantes e de stress: a água, a temperatura, os nutrientes, as condições físicas do solo (encharcamento; compactação), a poluição do ar, a luz. Interacções com inimigos biológicos das árvores. Algumas medições de interesse para conhecer o estado fisiológico das árvores.
- Identificação e Características de Árvores para Uso Urbano
Taxonomia das árvores. Conceito de arborescência. Critérios básicos de identificação expedita de árvores e arbustos. Taxonomia das Resinosas e critérios de identificação: exemplificação prática no exterior. Resinosas em meio urbano: alguns critérios de selecção de árvores. Taxonomia das Folhosas e critérios de identificação. Folhosas em meio urbano: alguns critérios de selecção de árvores e arbustos. Identificação de Resinosas e Folhosas: exemplificação de critérios de identificação na Tapada da Ajuda e em visitas de estudo. Dimensões e preferências edafo-climáticas de espécies arbóreas e arbustivas com uso ornamental.
- Produção de Mudas
Qualidade dos propágulos: Selecção de Propágulos; Importância da origem do material vegetal. Manipulação dos propágulos: Manipulação de sementes: Fisiologia das sementes; Planeamento da colheita; Métodos de recolha; Manipulação do fruto e da semente no período
- Proteção contra Agentes Bióticos
Fatores que influenciam a incidência e severidade de pragas e doenças nas árvores em ambiente urbano. A importância da fitossanidade na seleção, gestão e manutenção da árvore em ambiente urbano. Legislação fitossanitária. Como reconhecer a presença de pragas nas árvores? Sintomas associados à presença das pragas segundo diferentes grupos alimentares: desfolhadores, sugadores, subcorticais, perfuradores do lenho e indutores de galhas. Estragos associados a cada um destes grupos alimentares. Manifestações de doença nas árvores. Conceito de doença, sintomas e sinais, agentes causais. Doenças mais frequentes em árvores. Doenças no viveiro e em ambiente urbano – doenças radiculares, doenças do tronco, doenças ao nível da copa. Doenças complexas (fatores de predisposição, factores desencadeantes e de contribuição). Diagnóstico e inspecção de árvores. O caso particular das podridões (tipos de podridões, principais fungos, mecanismos de defesa das árvores); métodos de diagnóstico.
Estratégias de protecção em relação a pragas e doenças em ambiente urbano. A prática fitossanitária; características diferenciadoras e condicionantes das intervenções sanitárias em ambiente urbano. Tácticas de protecção mais adequadas para os principais grupos de pragas e doenças. Aplicações práticas. Observação em laboratório e/ou no campo do ataque de diferentes grupos de pragas. Colheita e observação de material vegetal doente. Normas de colheita de material doente, diagnóstico visual e diagnóstico etiológico. Discussão in loco sobre medidas de protecção a adoptar. Árvores em risco – diagnóstico visual, discussão de medidas de prevenção e de correcção.
- Sistemas de Informação e Apoio à Gestão
Dados vs. informação; sistemas de gestão bases de dados; sistemas e tecnologias de informação nas organizações: uma perspectiva unificadora. Objetivos de um sistema de gestão de bases de dados. Redução da redundância e eliminação da inconsistência. Segurança, integridade, independência, controlo da concorrência e recuperação/tolerância a falhas. A informação na base de dados. O sistema de gestão de bases de dados e os utilizadores. Modelos de bases de dados. Modelo relacional. Tabelas e relações.
Modelo entidade-associação. Restrições de integridade e normalização. Linguagem de manipulação SQL Demonstração de um modelo relacional e de utilização da linguagem SQL. Novos modelos de bases de dados. Modelo orientado a objetos. Arquiteturas de sistemas de gestão de bases de dados. Quadro de referência para a qualidade dos dados e da gestão de bases de dados em gestão de recursos naturais. Concetualização e implementação de sistemas de gestão de bases de dados em arboricultura urbana; casos de estudo. Características específicas da informação geográfica. Arquiteturas e modelos de dados das aplicações comerciais para suporte de SIG. Georreferenciação e fontes de informação geográfica. Análise espacial. Processo de desenvolvimento de SIG.
terça-feira, 17 de junho de 2008

Fios de eletricidade, solos mal conservados, calçadas não planejadas, poluição, enfim, são tantas adversidades que esse nobre exemplar da natureza vêm sofrendo bem debaixo dos nossos olhos. Esta mais do que na hora da atividade do arborista ser reconhecida e divulgada, esse é o caminho para a manutenção e planejamento de espaços de bem estar e qualidade de vida.
domingo, 15 de junho de 2008
As árvores - Arnaldo [Poeta] Antunes
Ficam plantadas no chão
Mamam do sol pelas folhas
E pela terra
Também bebem água
Cantam no vento
E recebem a chuva de galhos abertos
Há as que dão frutas
E as que dão frutos
As de copa larga
E as que habitam esquilos
As que chovem depois da chuva
As cabeludas, as mais jovens mudas
As árvores ficam paradas
Uma a uma enfileiradas
Na alameda
Crescem pra cima como as pessoas
Mas nunca se deitam
O céu aceitam
Crescem como as pessoas
Mas não são soltas nos passos
São maiores, mas
Ocupam menos espaço
Árvore da vida
Árvore querida
Perdão pelo coração
Que eu desenhei em você
Com o nome do meu amor.










